terça-feira, 19 de março de 2013

Pai,


Quando nos separaram daquela forma abrupta sem aviso prévio, tudo à minha volta se desmoronou e pensei não conseguir superar a perda. Quando questionei como seria dali para a frente, foi-me dito que a vida continuava, que nos iríamos apoiar uns aos outros, incrédula disse que não seria o mesmo…e na realidade não foi, a vida teria tomado outro rumo, talvez similar, mas sem dúvida diferente.
A vida é assim, impôs-nos estas regras sem nos dar hipótese de aceitá-las…a qualquer momento por capricho próprio pode levar para sempre uma das pessoas mais importantes da nossa vida, como fez connosco.
Faltou-nos viver tantos momentos juntos, dizer tanta coisa…a família ficou desmembrada. Faltou conhecer os netos, se foi o melhor pai como iria conseguir ser melhor avô? O Manuel é igual a si, a mesma cara, a mesma postura física, a mesma disposição par brincar e querer divertir todos os que o rodeiam.
O facto de não ser crente agudiza mais a falta, a perda é para sempre, sem a remota hipótese de nos voltarmos a encontrar onde quer que seja.
Com amizade,
meiodocemeioamargo

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